Há várias
hipóteses sobre a origem do tarô, mas muitas apenas
são mitos.
O tarô não foi criado no Egito, China, Irlanda
ou Inglaterra e sim desenvolvido de uma maneira simples na Itália,
durante o século XV. Inicialmente era um simples jogo
de carta, muito semelhante ao Bridge moderno.
Era baseado num baralho normal composto por quatro naipes contendo
dez cartas numeradas e três cartas da corte (page, cavalheiro
e rei).
O tarô acrescentou a carta da rainha em cada naipe e 22
cartas únicas não relativas a nenhum naipe.
O tarô não era ligado com divindades e jogar cartas
de todos os tipos costumava ser uma forma de cartomancia. Os
primeiros documentos ligados ao tarô como leitura da sorte
ocorreram no século XVIII quando baralhos específicos
para adivinhação foram desenvolvidos tais como
Madame Lenormand e Grand Etteila.
À medida que os ocultistas começaram a examinar
o tarô, eles reconheceram vários elementos de importância
mística e espiritual para suas tradições
e começaram a modificar a ilustração e
a interpretação a fim de refletir suas próprias
crenças.
Não há um sistema único que corresponda
às catas de tarô.
Várias são
as formas de interpretação, suas imagens são
arquétipos e falam do inconsciente. São usadas
atualmente como forma de meditação para o auto-conhecimento,
uma maneira de desenvolver a intuição e também
como sistema de adivinhação.
As cartas eram umas misturas de imagens coloridas originadas
de formas humanas (o louco, o mago), de figuras poderosas do
mundo medieval (o imperador, o papa), imagens de virtudes alegóricas
(a justiça, a temperança) as grandes forcas da
vida (roda da fortuna, a morte e o diabo) finalmente chegando
às imagens cosmológicas como o sol, a lua e o
julgamento.
TARÔ
DE MARSELHA O
Tarô de Marselha é um dos mais conhecidos
baralhos.
Trata-se de uma remontagem do célebre
Tarot Milanês de Visconti-Sforza devido Marselle
(França) ter sido um grande reprodutor de
tarôs nos séculos XVII e XVIII o tarô
ficou com esse nome.
No princípio eram feitos por meio de moldes
esculpidos em madeira (xilogravura) e pintados a
mão.
Nicolas Conver foi um grande gravador de tarô
em 1760. Posteriormente a empresa francesa Grimaud
passou a reproduzi-los, divulgando-o em todo o mundo.
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